Leonilson

November 22 2005 — January 27 2006
Projeto no 2ª piso






LEONILSON – DESENHOS (mostra paralela à exposição de Armin Linke) Dando continuidade ao programa de mostras do tipo “projeto”, a Galeria Luisa Strina apresenta exposição do artista Leonilson (José Leonilson Bezerra Dias, 1957-1993).

A exposição reúne 17 desenhos produzidos a partir de 1989, fase considerada pelos críticos como a madura ou tardia do artista. Esta seleção de desenhos demonstra bem o caráter poético, delicado e simultaneamente vigoroso e complexo da obra do artista.

A Galeria Luisa Strina foi a primeira a realizar exposição individual de Leonilson no Brasil, em 1983, tendo realizado individuais em 1985, em 1989 e uma exposição póstuma em 2003, quando 10 anos de sua morte foram completados.

Desde seu falecimento, e a partir da exposição “São Tantas as Verdades” organizada por Lisette Lagnado para a Galeria de Arte do SESI, São Paulo, em 1996, a obra de Leonilson tornou-se uma das maiores referências para grande parte de uma geração de jovens artistas que emergia naquele momento. O que chama a atenção na obra de Leonilson é como o artista é capaz de elaborar uma obra visual com grande complexidade formal (desenhos, cores, composições, materiais), associada a fortes conteúdos políticos e pessoais, públicos e privados.

É esta combinação rara que confere o caráter tão singular da obra de Leonilson.

Leonilson nasceu em Fortaleza, em 1957. Mudou-se para São Paulo em 1961, onde passou a maior parte do resto de sua vida. Estudou Arte Educação na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), embora nunca tenha concluído o curso (em vez disso, viajou para Europa, onde morou por um ano em Madri e Milão em 1981-1982). De volta ao Brasil, expôs com as galerias mais importantes: Galeria Luisa Strina, São Paulo, Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, que representaram-no por parte de sua vida. Embora no início de sua carreira tenha sido identificado com pintor da Geração Oitenta, muitos de seus trabalhos mais fortes (em especial os tardios) tomaram a forma de desenhos, objetos, bordados e instalações. Leonilson morreu 1993, aos 36 anos, em São Paulo.

Após a morte de Leonilson, sua obra vem recebendo crescente atenção internacional. Dentre as exposições mais importantes, obras do artista foram mostradas no The Drawing Center, em Nova York, em 1995; na prestigiosa série “Projects”, do The Museum of Modern Art, New York, em 1996; na 5ª Bienal de Istambul, em 1997; na XXIV Bienal de São Paulo, em 1998; em “F[r]icciones”, no Museo Reina Sofía, Madri, em 2000-2001, no “Ars 01”, Kiasma, Heksinque, 2001-2002. Ainda este ano, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizará mostra individual de Leonilson, remontando a instalação que o artista realizou na XVIII Bienal de São Paulo, em 1995. Importantes museus internacionais vêm adquirindo obras do artista, como The Museum of Modern Arte, New York, Los Angeles County Museum, e Musuem of Contemporary Art, Los Angeles.

As exposições do tipo “projetos”, realizadas pela Galeria Luisa Strina, ocupam o segundo e/ou terceiro pisos do prédio. Estas exposições são dedicadas a mostras tanto de artistas representados pela galeria com projetos específicos, quanto a outros artistas convidados, visando formar um público mais amplo e heterogêneo e dar maior dinamismo à galeria, que passa a disponibilizar ao espectador mais de uma exposição em sua visita.

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