Valdirlei Dias Nunes

November 26 — December 23 2002
Exposição no 1º piso






Valdirlei Dias Nunes Após participar da exposição Panorama da Arte Brasileira no mam-sp em 2001 e da exposição “Caminhos do Contemporâneo” em 2002 no Paço Imperial no Rio de Janeiro, o artista plástico Valdirlei Dias Nunes apresenta trabalhos inéditos.

Sendo um dos artistas mais conceituados no circuito artístico, vem atuando intensamente na mídia, tanto no Brasil como no exterior. Suas pinturas representam elementos que se articulam entre si para formar estruturas aparentemente de isolamento e incompreensão do homem diante das coisas.

Já os objetos são formalizações das imagens que o artista tem reproduzido ao longo de sua carreira.

Através da pintura, Valdirlei questiona a natureza do objeto escultórico. Mais que modestos exercícios de carpintaria, as “caixas” de madeira lhe mostram uma genealogia lírica às “estruturas primárias” derivadas do Minimalismo.

Na verdade, Valdirlei parece ter herdado seus preceitos: levar um exercício conceitual até esgotar suas possibilidades, desenhando na superfície plana de pequenas telas um espaço virtual no qual se espalham variações múltiplas de uma forma, o que parece uma sucessão infinita.

Se estas pinturas nos fazem pensar em escultura, é em parte devido a um efeito ilusionista que o mesmo dá a seu impecável feitio (os veios da madeira pintadas com tamanha exatidão, que engana os olhos) e um âmbito espacial que parece aludir à caixa branca , referindo-se ao espaço neutro (em teoria) de uma galeria.

O espaço é um meio ideal. Diferentemente do lugar, não pressupõe referenciais fixos, ao contrário, sua homogeneidade dá o mesmo valor a qualquer ponto determinado: não há em cima, em baixo, nem direita, nem esquerda.

As construções desse meio podem sofrer variações de escala e de posição sem que se modifiquem suas relações internas.

Back to Top