Marcius Galan

Planta / Corte

08 Outubro — 14 Novembro 2015
Sala 01






A Galeria Luisa Strina tem o prazer de anunciar a 4a exposição individual do artista Marcius Galan.

O título da exposição é retirado da denominação das vistas de desenhos de arquitetura, utilizadas para a compreensão geral da área de um projeto.

Em Planta/Corte, Marcius Galan fragmenta elementos como linhas, cantos, e intervalos, em uma escala próxima à escala real, em que a espessura das linhas coincide com a das paredes da galeria.

Exercícios geométricos e de transposição de escalas, além do tráfego entre diferentes disciplinas, são recorrências em seu trabalho. Na Bienal de São Paulo de 2010, o artista apresentou dois trabalhos: Ponto em escala real, apropriando-se de um elemento gráfico do mapa (um ponto) e submetendo-o a uma escala 1:1; e Entre, um conjunto de microscopias que partiam de linhas divisórias em mapas nos quais a noção de precisão se transformava na possibilidade de adentrar em um universo interno às fibras do papel.

O universo da geometria costuma ser encontrado em sua pesquisa. A linha pode ser um simples desenho no papel, assim como também pode se impor como barreira física, impossibilitando a livre movimentação entre territórios, orientando nosso percurso pela cidade, e organizando o espaço doméstico e, diagramando os formulários burocráticos, as filas de banco, etc. Nesse sentido, ao desmembrar essas plantas em pequenos fragmentos, temos uma situação ambígua entre a organização e a desordem.

Translúcido, outra série apresentada na exposição, é formada por sobreposições de retângulos de ferro vazios que estão posicionados contra a parede e projetam um improvável reflexo de vidro e sombra. O trabalho forma um conjunto de janelas, em equilíbrio aparentemente precário, onde a percepção do espaço está outra vez em jogo.

Na última sala será apresentado um conjunto de trabalhos inéditos intitulados A mão suja, em que superfícies impregnadas de grafite são suspensas em uma parede que guarda a marca de sua instalação, formando desenhos que registram os movimentos durante a montagem da sala. Novamente o desenho deixa de lado seu aspecto virtual, de representação, e impregna a sala com os rastros do trabalho ali realizado durante o período de pouco mais de uma semana.

Ao sobrepor sistemas e códigos, apresentando novas formas de leitura e de compreensão do espaço, Marcius Galan explora a funcionalidade dos objetos e dos sistemas de representação, e propõe, consequentemente, um questionamento acerca da ideia de precisão – sobretudo no que se refere à representação de lugar, como a cartografia, a geometria, a arquitetura e o design.

Recentemente, seu trabalho participou de importantes mostras coletivas como Site, Specific, Objects, Galerija Gregor Podnar, Berlim, Alemanha (2015); Now? Now!, Biennial of the Americas, Museum of Contemporary Art Denver, EUA (2015); Empty House/Casa vazia, Luhring Augustine, Nova York, EUA (2015); Spatial Acts: Americas Society Commissions Art, Americas Society, Nova York, EUA (2014); Cruzamentos: Contemporary Art in Brazil, Wexner Center for the Arts, Columbus, EUA (2014); My Third Country, Frankdael, Amsterdã, Holanda (2013); Blind Field, Krannert Art Museum e Kinkead Pavilion, EUA (2013); Planos de fuga: uma exposição em obras, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil (2012); Cisneros Fontanals Art Foundation 2011 Grants Program, Miami, EUA (2011); 8a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2011); 29a Bienal de São Paulo, Brasil (2010); Para ser construidos, MUSAC Castilla y León, Espanha (2010); Color into light: Selections from the MFAH Permanent Collection, Museum of Fine Arts Houston, EUA (2008).

Exposições individuais incluem: Diagrama, NC – Arte, Bogotá, Colômbia (2013); Geometric Progression – Marcius Galan Inside the White Cube, White Cube Bermondsey, Londres, Inglaterra (2013).

Seu trabalho é parte das seguintes coleções privadas e institucionais: Museu de Arte Moderna de São Paulo (Brasil), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), Fundação Serralves (Portugal), Zabludowicz Collection (Inglaterra), Museum of Fine Arts Houston (EUA), Cisneros Fontanals Foundation (EUA), MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Argentina), Nicolas Cattelain Collection (Inglaterra), CACI – Centro de Arte Contemporânea Inhotim (Brasil), Coleção Instituto Figueiredo Ferraz (Brasil).

Entre os prêmios e residências, destacam-se: residência na Gasworks, Londres (2013); Prêmio PIPA (2012); residência na School of the Art Institute of Chicago (2005); prêmio residência do Instituto Iberê Camargo (2005); residência na Cité des Arts, Paris (2003).

__

Para mais informações favor entrar em contato com Flávia França
flavia@galerialuisastrina.com.br

Voltar ao Topo