Alessandro Balteo-Yazbeck

Eames-Derivative, (versão pequena)

05 Agosto — 19 Setembro 2015
Sala 02






Alessandro Balteo Yazbeck

EM COLABORAÇÃO COM MEDIA FARZIN

Eames-Derivative, (versão pequena)

05 Agosto — 19 Setembro 2015
Abertura: Terça-feira, 04 Agosto 2015, 19:00h

A Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar Eames-Derivative, (versão pequena), uma instalação do artista venezuelano Alessandro Balteo Yazbeck. Esta é a segunda exposição individual do artista, que atualmente vive em Berlim, a ser realizada na galeria.

As instalações de Balteo Yazbeck, que misturam diversas mídias, exploram os efeitos das estratégias de propaganda governamental e diplomacia cultural. Valendo-se de uma infinidade de fontes, ele embarca em uma espécie de deriva mapeada em escala global para instigar segredos públicos enredados e contextualizá-los no momento contemporâneo.

O aparato ideológico do Estado opera por vias misteriosas. Por vezes, isso fica manifesto, como quando Charles e Ray Eames foram encarregados de produzir o filme Glimpses of the USA [Relances dos EUA] para o primeiro intercâmbio cultural entre EUA e URSS em 1959. Projetado em sete telas em uma cúpula geodésica projetada por Buckminster Fuller, o filme retratava “um dia na vida dos Estados Unidos”. Automóveis, uma urbanidade cintilante, vistas naturais de tirar o fôlego, subúrbios e famílias adoráveis: mesmo pintando um retrato amigável da humanidade americana, acabava funcionando como uma ode tautológica ao poderio daquela nação. Ao final, os loops de formato floral dos trevos de estradas cedem lugar a cáusticos e derradeiros buquês de miosótis [forget-me-nots]. Era uma mensagem aterrorizante para a URSS, apesar de certa abertura amigável, talvez trabalhando para amenizar o fato de que cada um dos países tinha milhares de mísseis nucleares apontando para o outro.

Depois, a IBM – empresa americana por excelência – encomendaria aos Eames que produzissem Computer House of Cards [Computador House of Cards] para seu pavilhão na Feira Mundial de 1970, em Osaka. Tratava-se de uma continuação à colaboração de longa data entre a IBM e os Eames, que teve início em 1957. Também nesse caso havia uma diplomacia velada, desta vez com o objetivo manifesto de promover uma imagem positiva dos computadores e estabelecer as bases para a onipresença da tecnologia digital. A instalação Eames-Derivative, feita por Balteo Yazbeck em colaboração com a historiadora da arte Media Farzin, faz referência a isso, exibindo releituras das cartas com encaixes, cujas imagens se tornaram obsoletas. Elas são pareadas com uma cronologia da ascensão e queda do padrão-ouro do sistema monetário, entrelaçadas com a crescente adoção de computadores por parte de bancos nas transações financeiras mundiais e as colaborações dos Eames com a IBM e o Departamento de Estados dos EUA. O resultado é um castelo de cartas escultural – que é ao mesmo tempo testemunho da atual hegemonia do complexo militar-industrial dos EUA, como também lembrete da fragilidade do sistema financeiro global que o sustenta.

Exposições recentes incluem: Diplomatic Entanglements (solo), Rochester Art Center – Minnesota (2015); New Territories, Museum of Art and Design, Nova York (2014-2015); Beyond the Supersquare, Bronx Museum of the Arts, Nova York (2014); 12 Cuenca Biennale, Cuenca, Equador (2013); Liquid Assets: In the Aftermath of the Transformation of Money , Steirischer Herbst, Graz, Áustria; Order, Chaos, and the Space between: Contemporary Latin American Art from the Diane and Bruce Halle Collection, Phoenix Art Museum – Arizona; When Attitudes Became Form Become  Attitudes, Museum of Contemporary Art, Detroit (2013) e CCA Wattis Institute, São Francisco (2012); Liberalis, Lütze-Museum e Galerie der Stadt Sindelfingen, Alemanha; 12a Bienal Internacional de Istambul (2010); Then & Now: Abstraction in Latin American art, 1950 to Present, Deutsche Bank, Nova York; 31o Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2009).

Seu trabalho está presente nas seguintes coleções: Tate, Londres; the Harvard Art Museum, Cambridge; Phoenix Art Museum, Arizona; The Bronx Museum of the Arts and El Museo del Barrio, Nova York; Museu de Arte Moderna de São Paulo; e em grandes coleções privadas como Colección Patricia Phelps de Cisneros, Nova York; Kadist Art Foundation, São Francisco; Cisneros Fontanals Art Foundation, Miami; Die Mobiliar Collection, Zürich, Suíça; Coleção Teixeira de Freitas, Lisboa; Colección Charpenel, Guadalajara, México e Colección Banco Mercantil, Caracas.

Horário de visitação: Segunda à Sexta das 10 às 19h / Sábados das 10 às 17h

__

Para mais informações favor entrar em contato com Flávia França
flavia@galerialuisastrina.com.br

Voltar ao Topo