Brian Griffiths

The Invisible Show (An Epilogue)

08 Maio — 09 Junho 2012






A Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar a terceira exposição individual, do artista Brian Griffiths.

Desde que se formou na Goldsmiths, em Londres, nos finais dos anos 90, Griffiths tem desenvolvido um grupo de objetos e instalações que evocam o ficcional, com encontros com a materialidade cotidiana. Através de um processo de transformação, ou transferência para o objeto escultórico, que demonstra uma fuga em potência. Partindo do papel inicial do objeto, para um campo de novas funcionalidades e possibilidades, e de experimentação estética.

A The Invisible Show (an epilogue) [A Exposição Invisível (um epílogo)] reúne uma série de esculturas cúbicas cobertas por lonas e pequenas colagens de plástico pintadas. Griffiths considera que uma exposição pode ser um ato absurdo de invisibilidade.

The Invisible Man é um romance de ficção científica, de H. G. Wells publicado em 1897. O homem invisível é Griffin, um cientista que se dedicou à invenção de um processo que permitia torna-se invisível. Ele executou com sucesso este procedimento em si próprio, mas falha na tentativa de reverter o procedimento. Esta personagem tenta esconder a sua transformação do mundo, através da sobreposição de várias bandas de tecido bege. Mas as suas tentativas são inúteis, pois no final Griffin só consegue tornar mais evidente a sua invisibilidade. Da mesma maneira, o artista Brian Griffiths tenta encobrir a sua exposição com várias peles, de lonas bege tornando a sua invisibilidade ainda mais explícita.  Com meios reduzidos, Griffiths cria um universo teatral no espaço de exposição. Através da mistura de muitos tons de branco – com as paredes do próprio espaço e com as lonas e tecidos, que caem sobre as estruturas cúbicas – os objetos delimitam um espaço de expectativa, entre o observador e o espaço da galeria. Por outro lado o observador, que questiona dicotomia das próprias formas cobertas no espaço, que evocam o desaparecimento, o objeto ocultado, e ao mesmo tempo uma neutralidade que é artificial, e que contém a forma.  Durante a abertura da exposição será lançada a monografia de Brian Griffiths, publicada pela editora Koenig Books de Londres.

Brian Griffiths nasceu em Stratford-Upon-Avon (1968), Inglaterra. Vive e trabalha em Londres. Das suas exposições individuais destacam-se: The Invisible Show, Vilma Gold, Londres, UK, (2012); A Foundation, Liverpool (2007); Arnolfini, Bristol (2007), Galeria Luisa Strina, São Paulo (2005), e Camden Arts Centre, London (2004). As coletivas: British Art Show 7: In the Days of the Comet, Hayward Gallery, Londres, UK, (2011); Days of the Comet, a exposição Hyward Touring, Plymouth City Museum and Art Gallery (2011); Rude Britannia: British Comic Art, Tate Britain, Londres, UK, (2010). O seu trabalho foi ainda apresentado em instituições como Nottingham Contemporary, Centre for Contemporary Art, Glasgow e The Mattress Factory, Pittsburgh. O ano passado a primeira monografia de Griffiths foi publicada pela Koenig Books. Após a exposição na Galeria Luisa Strina, Griffiths apresentará um projeto individual, ON: A Re-imaginin of Blackpool Illuminations, na Grundy Art Gallery, Blackpool, (2012) e a participação na exposição Modern Remade, A British Arts Council Collection Exhibition, Park Hill, Sheffield (2012).  BRIAN GRIFFITHS Abertura: Terça-Feira 8 de Maio de 2012 19h às 23h Período de exposição: 9 de Maio a 9 de Junho de 2012 Horário de visitação: Segunda a Sexta das 10 às 19h / Sábados das 10 às 17h.

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