Carlos Garaicoa

El Mapa Del Viajero

28 Maio — 22 Julho 2005
Exposição no 1º piso






CARLOS GARAICOA A Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar a primeira exposição individual do artista cubano Carlos Garaicoa no Brasil a partir do dia 28 de Maio.

O artista apresenta, no primeiro piso da galeria, a instalação inédita intitulada “El Mapa del Viajero”. Este trabalho é inspirado nos escritos de vários viajantes, exploradores, conquistadores, cientistas que, através da história, nos aproximaram de lugares desconhecidos. A obra é um enorme “mapa inexistente”, representado apenas por “push pins” (alfinetes para prender papéis em quadros de avisos) de plástico em forma de construções arquitetônicas. A estas peças coloridas são presos pedaços de papéis com fragmentos de textos, descrições de lugares reais e imaginários, que parecem novos aos nossos olhos.

No segundo piso, o artista mostra fotografias e uma nova série de livros com “pop-ups” (peças em 3D que se formam ao abrirmos as páginas de livros) que mostram muitos de seus desenhos e fotografias de dez anos assim como novos projetos. Estes livros estão expostos também no MOCA (Museum of Contemporary Art), em Los Angeles, nos EUA.

A exposição conta também com uma série de vídeos no terceiro piso. São trabalhos de 1996 até o presente.

Carlos Garaicoa (Havana, 1967) participou de diversas grandes exposições e bienais pelo mundo, incluindo a 26ª e a 24ª Bienal de São Paulo, em 2004 e em 1998 respectivamente. Mostrou seu trabalho também na Documenta 11, em Kassel, em 2002 e participará da Bienal de Veneza neste ano. Iniciou sua carreira nos anos 90, em sua cidade natal e de forma autodidata. Trabalha com diversas mídias e sua obra é conhecida pelo uso de imagens referentes à arquitetura, tanto real como imaginária.

A arquitetura não é mais do que uma desculpa para tratar de temas de ordem mais ampla, entre outras, a frustração pela decadência da utopia do século XX, uma vontade de repensar o espaço urbano como espaço necessário para o ser humano, a consideração da imaginação como alternativa à realidade e à presença definitiva da ficção no curso da história. Da mesma maneira, a obra de Garaicoa, que está claramente centrada no contexto cubano, pode ser enquadrada na situação global.

“Arrancar o segredo de uma cidade e mostrá-lo, este é um dos propósitos de meu trabalho. Mais ainda, instituir este segredo como um discurso crítico sobre a sociedade contemporânea tornou-se a necessidade que lhe dá forma, e que o faz existir, entre a ficção e o vazio de nossa memória fragmentada”, diz o artista.

O trabalho de Carlos Garaicoa é a grande metáfora do colapso.

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