Jorge Macchi

Gallery Night

08 Novembro — 08 Dezembro 2007
Exposição no 1º piso






JORGE MACCHI A Galeria Luisa Strina apresenta exposição individual do artista Jorge Macchi a partir do dia 08 de novembro.

“Gallery Night”, a segunda exposição do artista argentino na galeria, é uma coleção de cinco relatos noturnos. A mostra é formada por cinco obras no piso I (duas instalações, dois vídeos e uma fotografia) e uma série de 11 guaches no piso III.

Se a diferença dos meios utilizados para cada um dos cinco trabalhos parece romper com a idéia de unidade, existem sutis linhas que as conectam entre si e que estabelecem nexos com o resto da produção de Jorge Macchi: o acaso, a descontextualização, os mínimos deslocamentos de sentido, a atenção (foco) colocada no marginal ou o resíduo, o contraste entre o efêmero e o permanente.

Nube (2006) é uma pequena instalação formada por uma projeção luminosa de um retângulo negro sobre um cartão postal da cidade de São Paulo; ambos retângulos têm a mesma forma e dimensão, mas a sombra está virada 90º em relação ao retângulo do cartão postal.

Em La ciudad luz (2007), uma lâmpada lança luz sobre um mapa de Paris que está apoiado sobre uma mesa. Sua sombra no piso é exatamente ocupada por una ampliação do mapa original, confundindo a projeção do objeto com a projeção da sombra.

Fim de film (2007) resulta de uma colaboração com o músico Edgardo Rudnitzky. Foi comissionada pela Fundación Bienal del MERCOSUR e contou com a participação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, dirigida pelo Maestro Manfredo Schmiedt. O vídeo é composto exclusivamente dos créditos que, ao final dos filmes, informam sobre os profissionais que fizeram parte da produção. Mas a imagem está tratada digitalmente para que o texto não seja legível. Assim, ao negar a informação, os textos são percebidos como linhas em intervalos regulares que sobem para a borda superior da tela. A música que se origina ao mesmo tempo da aparição destas linhas é também a música que acompanha o final de um filme impossível de identificar; é uma casualidade de música incidental para a plasticidade destas palavras. De alguma maneira o vídeo deve funcionar como uma caixa de música onde cada uma das linhas de texto, ao entrar no quadro da tela, ativa um som.

Como em La ciudad luz, na fotografia Match (2007) estabelece novamente uma complexa relação entre luz, objeto, sombra e tempo.

Tiempo real é um vídeo de 24 horas de duração que funciona como um relógio digital onde cada um dos segmentos que compõem a forma dos números foi substituído por fósforos. Esta imagem estabelece uma conflituosa relação entre ficção e realidade na medida que o relógio marca a hora real no ambiente ficcional desta noite de galeria.

Jorge Macchi (Buenos Aires, 1963) vive e trabalha em Buenos Aires. Participou das Bienais do MERCOSUL 2007, Veneza 2005 (onde também foi o representante da Argentina), São Paulo 2004, Istambul 2003, Porto Alegre 2003 e Havana 2000. Sua mais recente exposição individual foi uma retrospectiva na Bienal do MERCOSUL em Porto Alegre em 2007, curada por Gabriel Perez Barreiro. Realizou mostras individuais na Galería Ruth Benzacar (2007, Dopelgänger 2005, Fuegos de Artificio 2002, e Música Incidental, 1998), na Universidad de Essex, (Light music University gallery e Firstsite, Colchester 2006, em colaboração com Edgardo Rudnitzky), Galleria Continua (San Gimignano 2006), Peter Kilchmann Gallery, (Zurich 2005), Distrito4 (Madrid 2005), Luisa Strina (São Paulo 2003). Suas obras estão em acervos de importantes museus, como a Tate Modern (Londres), o Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, o Museo de Arte Contemporáneo de Amberes, o Museo de Arte Contemporáneo de Rosario, o Museo de Arte Contemporáneo de Castilla León, o Museo de Arte Contemporáneo de Vigo, e coleções privadas em diversos países do mundo. Em 2000 recibeu o John Simon Guggenheim Memorial Foundation Fellowship pelo livro Buenos Aires Tour (publicado pela Turner Libros, Madrid, 2004).

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