Juan Araujo

La Ilusión de La Transparencia

22 Junho — 21 Julho 2012






A Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar a terceira exposição individual, do artista Juan Araujo.

A exposição consiste fundamentalmente em dois grupos de pinturas. O primeiro grupo de obras sobre a arquitetura de Marcos Acayaba, e o segundo grupo revela invenções sobre a paisagem tropical. Estes dois grupos articulam-se com outras pinturas que compõem a exposição, que têm como tema, a inserção real ou a ilusão de uma figura abstrata na paisagem, uma idéia que o artista começou a desenvolver na exposição intitulada La Silla del Diablo [A Cadeira do Diabo], em Lisboa, no ano 2010.

Este tema surge da prática de Araujo sobre a representação da arquitetura, e na procura não só de enfatizar a figura emblemática de arquitetos na história, como Lina Bo Bardi, Mies van der Rohe, Carlos Raúl Villanueva, entre outros, mas também, a possibilidade de encontrar as ligações entre a cena arquitetônica moderna, e a realidade da sua representação na pintura.

Este suposto vínculo condiciona Araujo na substituição da relação e da edificação-contexto, pela geometria versus natureza, a fim de ressaltar o contraste entre as influências gráficas da abstração moderna, contra a densidade orgânica das plantas tropicais. Este paralelismo permitiu ao artista desenhar uma série de ficções originadas a partir de uma determinada realidade arquitetônica, justificando assim, a Casa das Canoas (1953), de Oscar Niemeyer, como um exemplo de uma relação entre a Bauhaus e a mata atlântica [1]. Mas essas invenções são apenas uma retórica ou metáfora, das obras públicas realizadas por Burle Marx, que inseriu as formas biomórficas, semelhantes às figuras de Jean Arp, dentro de cidades em parques e avenidas. Assim, estas reflexões não têm como foco o desvio da realidade, mas pelo contrário, apresentam-se como uma ilustração ficcional da história. A ilusão da transparência, título da exposição e simultaneamente citação do título de um dos capítulos do livro escrito por Joseph Albers [2], que se refere à criação de um efeito, que permite transformar a experiência física na visualização de um espaço ilusório. Este título permite relacionar as especulações arquitetônicas de Juan Araujo, com a impressão produzida por estruturas leves e translúcidas, que Marcos Acayaba tem desenvolvido desde 1972, e que estão presentes nas pinturas apresentadas na exposição, sobre as residências de Helio Olga, Baeta e Milan.

Juan Araujo nasceu em 1971, Caracas, Venezuela onde vive e trabalha. Das suas exposições individuais mais recentes destacam-se: La silla del diablo, Galeria Cristina Guerra, Lisboa, Portugal, (2010); Re – Untitled, Galeria Luisa Strina, São Paulo, Brasil, (2009); A Través, Centro Gallego de Arte Contemporáneo (CGAC), Santiago de Compostela, Espanha, (2008). Exposições coletivas: all to wall (part I), Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa, Portugal, (2011); LET’S TALK ABOUT HOUSES: When Art Speaks Architecture [Constructing, Deconstructing, Dwelling], MNAC – Museu do Chiado, Lisboa, Portugal, (2010); El Gabinete Blanco, Colección Jumex, Cidade do México, México, (2010); Panamericana, Galería Kurimanzutto, Cidade do México, México, (2010); Aichi Triennial, Nagoya, Japão, (2010). O seu trabalho pertence ainda a coleções públicas como: Museum of Modern Art of New York, MoMA, Nova Iorque, EUA; Tate Modern, London, Reino Unido; Museo de Arte Contemporáneo de Caracas, Venezuela; Centro Gallego de Arte Contemporáneo, Santiago de Compostela, Espanha; Inhotim, Centro de Arte Contemporânea, Belo Horizonte, Brasil, entre outras.

———————————– [1] Em Outubro de 2007, Juan Araujo apresentou uma série de pinturas no contexto da sua primeira exposição na Galeria Luisa Strina. Este grupo de trabalhos acontece após várias visitas a São Paulo e ao Rio de Janeiro, a fim de visitar pontos arquitetônicos específicos, como a Casa do Jardim de Cristal, de Lina Bo Bardi, e a Casa das Canoas, de Oscar Niemeyer.

Como refere o artista: “A interação constante em todos estes espaços de materiais como a água, a pedra e o vidro, me motivaram a pintar um mundo presente na história da representação: reflexos, figuras inertes, cores nas pedras e sombras de jardins”.

[2] O livro aqui referido foi publicado em 1963, com o título Interaction of Colour [Interação da Cor].  Pode ser parcialmente consultado neste link: http://books.google.com.br/books?id=wN9o0OULXjIC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false JUAN ARAUJO Abertura: Quinta-feira 21 de Junho de 2012, das 19h às 23h Período de exposição: 22 de Junho a 21 de Julho de 2012 Horário de visitação: Segunda a Sexta das 10 às 19h / Sábados das 10 às 17h.

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