Leonilson: Fique Firme, Seja Forte

03 — 31 Julho 2003
Exposição no 1º piso






LEONILSON A Galeria Luisa Strina apresenta, do dia 03 a 31 de julho de 2003, exposição individual do artista plástico Leonilson (José Leonilson Bezerra Dias, 1957-1993), “Leonilson: Fique Firme, Seja Forte”, reunindo desenhos, bordados, objetos, pinturas em diversas técnicas e dimensões e o vídeo “Com o Oceano Inteiro para Nadar”, de Karen Harley, que documenta obra e parte da vida do artista.

Este ano, completam-se dez anos da morte de Leonilson. A Galeria Luisa Strina foi a primeira a realizar exposição individual do artista no Brasil, em 1983, tendo realizado individuais do artista em 1985 e em 1989. A presente mostra, que tem apoio e colaboração do Projeto Leonilson, pretende homenagear o artista, reunindo um grupo de obras significativas de sua autoria.

O título da mostra foi tomado emprestado de um pequeno e singelo desenho de Leonilson, que demonstra bem o caráter poético, delicado e simultaneamente vigoroso e complexo da obra do artista. A exposição não desenvolve um partido curatorial específico, mas procura tão-somente reunir obras, sobretudo da fase madura ou tardia do artista, identificada pelos críticos como aquelas produzidas a partir de 1989. A mosta compõe um amplo panorama da obra do artista, com trabalhos de coleções particulares, muitos também disponíveis, pela primera vez em muitos anos, à venda. Desde sua morte, e a partir da exposição “São Tantas as Verdades” organizada por Lisette Lagnado para a Galeria de Arte do SESI, São Paulo, em 1996, a obra de Leonilson tornou-se uma das maiores referências para grande parte de uma geração de jovens artistas que emergia naquele momento. O que chama a atenção na obra de Leonilson é como o artista é capaz de elaborar uma obra visual com grande complexidade formal (desenhos, cores, composições, materiais), associada a fortes conteúdos políticos e pessoais, públicos e privados. É esta combinação rara que confere o caráter tão singular da obra de Leonilson.

Leonilson nasceu em Fortaleza, em 1957. Mudou-se para São Paulo em 1961, onde passou a maior parte do resto de sua vida. Estudou Arte Educação na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), embora nunca tenha concluído o curso (em vez disso, viajou para Europa, onde morou por um ano em Madri e Milão em 1981-1982). De volta ao Brasil, expôs com as galerias mais importantes: Galeria Luisa Strina, São Paulo, Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, que representaram-no por parte de sua vida. Embora no início de sua carreira tenha sido identificado com pintor da Geração Oitenta, muitos de seus trabalhos mais fortes (em especial os tardios) tomaram a forma de desenhos, objetos, bordados e instalações. Leonilson morreu 1993, aos 36 anos, em São Paulo.

Após a morte de Leonilson, sua obra vem recebendo crescente atenção internacional. Dentre as exposições mais importantes, obras do artista foram mostradas no The Drawing Center, em Nova York, em 1995; na prestigiosa série “Projects”, do The Museum of Modern Art, New York, em 1996; na 5ª Bienal de Istambul, em 1997; na XXIV Bienal de São Paulo, em 1998; em “F[r]icciones”, no Museo Reina Sofía, Madri, em 2000-2001, no “Ars 01”, Kiasma, Heksinque, 2001-2002. Ainda este ano, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizará mostra individual de Leonilson, remontando a instalação que o artista realizou na XVIII Bienal de São Paulo, em 1995. Importantes museus internacionais vêm adquirindo obras do artista, como The Museum of Modern Arte, New York, Los Angeles County Museum, e Musuem of Contemporary Art, Los Angeles.

A exposição tem apoio e colaboração do Projeto Leonilson.

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