Marepe

Nécessaire, Nécessaire Nécessaire, Desnécessaire Desnécessaire, Desnécessaire

21 Agosto — 22 Setembro 2007
Exposição no 1º piso






MAREPE A Galeria Luisa Strina apresenta exposição individual do artista Marepe a partir do dia 21 de agosto.

Em sua mais recente individual na galeria (e na cidade de São Paulo), ocorrida em 2002, o artista apresentou “Supletivo manual é Natal”, na qual falava de coisas feitas com as mãos a partir do tema desta celebração.

Agora, nesta nova exposição (que tem o título retirado de uma poesia do artista escrita em 1997 e faz referência ao ready made de Duchamp), Marepe quer tratar daquilo que é ou não necessário na vida. As obras inéditas incentivam novas formas de olhar os objetos do dia-a-dia, mostrando possibilidades de se fazer arte com aquilo que está sempre por perto. Marepe mostra que, dentro da indústria e da funcionalidade, escondem-se surpresas.

A exposição ocupa todos os espaços expositivos da galeria: no primeiro piso, o artista apresenta uma alegoria em grandes dimensões. Tratam-se de esculturas feitas em estrutura de madeira, parafusos, palha e 1.100 cata-ventos de papel de presente. Neste andar, o artista ainda mostra a obra “Boa pesca”, sugerindo pesquisas a cerca da música popular brasileira. Os discos, fundidos em alumínio, são suspensos por varas de pesca de bambu e discutem também a reciclagem ecológica e das mensagens dos conteúdos das obras musicais. Ainda neste piso, o artista mostra série de trabalhos formados por objetos de plástico coloridos, como pás, pratos, baldes e outros. Ele enfatiza a seriação destes utilitários ao empilhá-los e mostra novos pontos de vista ao realizar composições cromáticas e criar novos formatos.

No segundo piso, uma obra produzida com papéis de picolés de diversos sabores, intitulada “Olê ô picolê…”, forra uma das paredes, enquanto a obra “Acesso ao trabalho” é apresentada no chão: são botas de borracha e colheres de alumínio que aludem à “poética da sobrevivência”.

No terceiro piso, o artista apresenta o vídeo “Terra do nunca”, de 1997. É uma animação feita a partir de brinquedos e bolhas de sabão em cenário de papel e com música chinesa como trilha sonora. Uma homenagem ao escritor chinês Lin Yutang (1895-1976). No terraço, Marepe apresenta uma instalação com esculturas em alumínio polido. São formas de diferentes cabaças (muito utilizadas no nordeste para transporte de pólvora, água, leite e etc) dispostas no chão, ao ar livre. O interesse pelo design dos objetos se faz, mais uma vez, presente. As formas de um objeto criado pela própria natureza são mantidas, mas a funcionalidade deste “design natural” é modificada.

Durante o mesmo período, a Escola São Paulo apresenta individual com obras anteriores do artista.

Marepe (1970) vive e trabalha em Santo Antonio de Jesus, Bahia. Entres suas exposições, estão individuais na Tate Modern (Londres), em 2007, no hall do Centre Pompidou (Paris), em 2005, nas galerias Max Hetzler (Berlim), em 2006 e Anton Kern (Nova York), em 2004, além de coletivas como Bienais de São Paulo, em 2002 e 2006, Veneza, em 2003, Sydney, em 2006, Istambul, em 2003, Tropicália: A Revolution in Brazilian Culture, em 2005-2007, Alien Nation (ICA – Londres), em 2006, entre outras.

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