Pierre Verger | 66 Imagens

28 Outubro 2004 — 30 Janeiro 2005
Exposição no 1º piso






A Galeria Luisa Strina apresenta, do dia 28 de outubro até janeiro de 2005, exposição individual do artista francês Pierre Verger (1902-1994).

“Pierre Verger – 66 imagens” dá continuidade ao projeto de difusão mundial da obra do artista. Inédita em São Paulo, esta exposição conta com fotos do período inicial de sua chegada à Bahia, na década de 40, selecionadas pelo crivo do especialista e curador Mario Cohen, proprietário da Pequena Galeria 18, no Rio de Janeiro, onde a mostra teve início. Internacionalmente notabilizado como antropólogo, etnólogo, viajante, repórter e estudioso das religiões de origem africana, Pierre Verger utilizou seu trabalho como fotógrafo principalmente de forma a registrar documentalmente suas outras atividades. O impacto desses registros, entretanto, acabou por ofuscar o lado puramente artístico de sua fotografia. A exposição ‘Pierre Verger, 66 imagens’ se propõe a corrigir essa falha e revelar o olhar mais poético da obra do francês. Esta exposição possibilita ao público adquirir trabalhos do artista, antes um privilégio restrito a museus e instituições culturais. São 66 fotografias em preto-e-branco (em tamanho 35 x 35 cm, em série especial limitada e numerada – apenas sete cópias de cada), metade das quais totalmente inéditas aos olhos do público. O preço inicial por unidade é, em média, US$ 2 mil. O acabamento das cópias tem qualidade própria para museus e estas, uma vez vendidas, jamais voltarão a ser reproduzidas nessas condições. Em todas as fotos, feitas com uma rolleyflex, o centro das atenções é o ser humano, a cultura negra carregada por homens e mulheres na Bahia. Divulgar intensamente a obra de Verger pelo Brasil e pelo mundo é a intenção da Fundação Pierre Verger (dirigida por Gilberto Sá desde 2000). Os eventos nas galerias de Mario Cohen e Luisa Strina marcam o início de uma série de ações da Fundação para disseminar sua obra entre galerias, colecionadores e admiradores particulares e fazer com que a própria obra consiga manter as ações culturais e sociais da instituição. A estratégia ganha suporte com uma mega-exposição itinerante organizada pelo Instituto Goethe, que percorrerá cinco cidades alemãs ainda este ano, e uma retrospectiva no respeitado museu Jeu de Paume de Paris, em 2005. Com a obra de Verger, viajam juntos a Bahia e seu povo, a ponte Brasil-África, o mundo que Verger, encantado, descobria a partir daqueles dias de 1946.

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