Códigos Secretos

Curadoria de Agustín Pérez Rubio

17 Dezembro 2013 — 22 Fevereiro 2014






A Galeria Luisa Strina tem a satisfação de apresentar Secret Codes (Códigos Secretos), uma exposição coletiva baseada na pesquisa de conceitos da legibilidade de convenções e sinais relacionados com a comunicação. Com curadoria de Agustín Pérez Rubio, a mostra foi organizada para celebrar o 40º aniversário da galeria.

Com obras que datam da década de 1960 até nossos dias, Secret Codes pretende explorar historicamente como a maioria das obras e artistas contemporâneos enfatiza questões relativas à ocultação, aparente falta de sentido, recursos literários ou duplo sentido de forma e conteúdo, entre outros temas, no momento de lançar uma ideia, um conceito ou uma mensagem para que o espectador compreenda, leia ou codifique – mesmo que plenamente consciente das próprias dificuldades –, ao passo que em outros a ênfase se volta para a poética da falta de sentido e ou não-compreensão.

A exposição traz uma série de obras de artista que – tanto em si mesmas quanto, de forma mais ampla, a trajetória do artista – foram influenciadas por signos e invenção, comunicação e programação ou uso de outras linguagens. A mostra inclui diferentes áreas que buscam trabalhar como espaços temáticos referenciais. Neste sentido, a primeira sala procura nos aproximar do início da construção da sintaxe da linguagem – ou protoescrita – com obas de Julieta Aranda, Geta Br_tescu, Mary Beth Edelson, Christopher Knowles, Bernardo Ortiz ou Mira Schendel, para posteriormente abrir espaço para obras que definem criticamente a ideia de cultura, seja em referência à cultura de massa – observada nas obras de Waldemar Cordeiro, Liam Gillick, Muntadas ou Stephen Willats ou em Cartas a Outros Planetas de Dora García – ou em determinados aspectos vinculados à literatura e outras disciplinas artísticas, através da obra desta última juntamente com as de Anna Maria Maiolino, Karlos Gil, Emily Mast ou Cerith Evans.

O tempo como tema também marca presença na mostra, tanto como código quanto como mistério da nossa época, através da conjunção dos vídeos de Guy de Cointet e das obras de On Kawara e Ugo Rondinone, para exprimir a ideia de mensagens criadas no escritório com o vídeo de Pablo Accinelli, a performance de Dora García, a obra Thoughts/Sayings (Pensamentos/Ditos) de Jack Smith, e a famosa Inserções nos Circuitos Ideológicos, de Cildo Meireles. Meireles também nos apresenta aspectos relacionados com códigos numéricos e matemáticos, com outro trabalho que dialoga com obras de Itziar Okaris e com a mítica Quad I de Samuel Beckett.

A última sala contém uma série de obras impossíveis de decifrar, pois abrigam mistério, intriga e potencial em sua materialidade e formas de comunicação. São peças mais enigmáticas e difíceis de interpretar, considerando a complexidade dos códigos utilizados em suas múltiplas variantes. De A page From My Intimate Journal, Part I (Uma Página de Meu Diário Íntimo, Parte I) ou ACRIT de Guy de Cointet, passando pela invenção da linguagem por Mirtha Dermisache, Azzurro de Alligiero Boetti, Secret Paintings (Pinturas Secretas) de Art & Language, até as peças misteriosas em madeira de André Cadere, todas elas conversam com peças mais recentes de Detanico & Lain – que constituíram uma linguagem de círculos – ou com os signos de Julien Bismuth-Jean Pascal Flavien apresentados no Rio de Janeiro. Não deixando de lado aqueles segredos contidos em Urna Quente, de Antonio Manuel, ou pelo artista, arquiteto e desenhista Luigi Sefarini, com seu livro Codex Sepharinianus. Nesta mostra, uma seleção de obras que busca envolver o espectador nos mistérios, mensagens e códigos que guardam em segredo.

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