Desde o início dos anos 2000, Marcius Galan vem construindo uma sólida e diversificada obra, que inclui instalação, escultura, objeto, desenho, vídeo, fotografia e projetos conceituais. Sua linguagem, austera e precisa, e ao mesmo tempo intrigante e aberta a múltiplas interpretações, suscita leituras que tendem a aproximá-la de um conjunto de referências da história da arte do século XX - do neoconstrutivismo brasileiro do meio do século à arte americana da década de 1960. Suas matrizes mais diretas, porém, se encontram na experiência anônima das grandes cidades, nos espaços descaracterizados que tendem a se multiplicar indefinidamente, tornando nossa percepção sobre eles confusa, como se vivêssemos em uma espécie de estado de anestesia no qual os lugares já não se diferenciam. O labirinto, assim, é uma boa metáfora para entender seu trabalho. Presos nesses espaços, sem noção de tempo ou de vida exterior, somos a todo instante provocados pela aparição de suas obras, que irrompem e interpelam momentaneamente nossas certezas. A comunicação visual e a arquitetura são códigos de que o artista se aproxima para fazer essas operações. O espaço, lato sensu, é seu principal assunto.


Exposições individuais recentes incluem: Pintura de emergência, MAM São Paulo (2022); They endured, Gregor Podnar, Berlim (2020); Fervor, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2020); Instrumentos de Precisão, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil (2018); Mará-obi, Capela do Morumbi, São Paulo (2018); Line Weight, Gregor Podnar, Berlim (2017); Planta / Corte, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2015); Arquitecturas del Desarraigo', Ideobox Artspace, Miami (2014); Diagrama, NC-Arte, Bogotá (2013); Geometric Progression, White Cube, Londres (2013).


Exposições coletivas recentes incluem: Stories of Abstraction: Contemporary Latin American Art in the Global Context, Phoenix Art Museum (2020); Plural Domains – Selected work from the CIFO Collection, Bienal de Cuenca, Museo de la Ciudad, Cuenca, Equador (2018); Avenida Paulista, MASP - Museu de Arte de São Paulo (2017); Art and Space, Guggenheim Bilbao, Bilbao, Espanha (2017); De lo espiritual en el arte, MAMM - Museo de Arte Moderno de Medellín (2016); Brazil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture, Museum Beelden aan Zee, Haia (2016); Empty House, Luhring Augustine, Nova York (2015); Arbeit und Freundschaft, Pivô, São Paulo (2014); Inside, Palais de Tokyo, Paris (2014); Cruzamentos: Contemporary Art in Brazil, Wexner Center for the Arts, Columbus (2014); 30ª Bienal de São Paulo (2013); 'My Third Country', Frankdael, Amsterdam (2013); Blind Field, Kannert Art Museum e Kinkead Pavillion, Illinois (2013).


Coleções das quais seu trabalho faz parte incluem: Museu Serralves, Portugal; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro, Brasil; Museum of Fine Arts Houston, EUA; Coleção Jumex, México; Instituto Inhotim, Brasil; Cifo Cisneros Fontanals, EUA; Coleção Zabludowicz Collection, Inglaterra; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; Coleção de Desenhos da Madeira, Portugal; Fundação Leal Rios, Portugal; Mube, Brasil; Phoenix Art Museum, EUA.