Cinthia Marcelle nascida em Belo Horizonte (1974), vive e trabalha em São Paulo desde 2010. A artista transita por diversos suportes: desenhos, colagens, fotografias, vídeos, performances e instalações, tomando como eixo de suas experimentações o aprimoramento de seu método de trabalho – operação muito delicada que vai se desembolando com o tempo, em um movimento para fora e para dentro do mundo. Suas obras carregam um caráter temporal, presente na prática da repetição e do acúmulo. O trânsito entre a organização e desorganização das coisas (e de sua própria metodologia de trabalho), propõe intervenções que sugerem novos arranjos/circuitos de forma a tensionar as normas do capitalismo hegemônico patriarcal.

 

“A minha criação surge nessa fusão com o mundo: para mim, a arte não está acima de nada, o artista não está acima de ninguém, tudo se mistura e essa impureza é que está na origem de meu processo criativo. Só podemos reinventar o mundo a partir dele mesmo”. (CM)

 

Trabalhos em parceria com outros artistas e participação em projetos coletivos também constituem práticas recorrentes do seu processo.

 

Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se A Morta (Wattis Institute, São Francisco, 2018); Family in Disorder: Truth or Dare (Modern Art Oxford, 2017); Project 105: Cinthia Marcelle (MoMA PS1, Nova York, 2016) e Dust Never Sleeps (Secession, Viena, 2014).

 

Dentre as coletivas que participou recentemente, destacam-se A Clearing in the Forest (Tate Modern, Londres, 2022); Língua Solta (Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, 2021); Soft Power (SFMOMA, São Francisco, 2019); Push the Limits (Fondazione Merz, Torino, 2019); La Panacée (MoCo, Montpellier, 2019); e Still Here (MOAD - Museum of the African Diaspora, São Francisco, 2019).

 

Cinthia Marcelle foi a artista selecionada para ocupar o Pavilhão do Brasil na 57ª Bienal de Veneza (2017) com a instalação Chão de Caça, que recebeu Menção Especial do júri da mostra. Participou de inúmeras bienais internacionais como 10ª Bienal de Berlim: We Don’t Need Another Hero (2018); 5ª Bienal de Lubumbashi, Congo (2017); 11ª e 12ª Bienal de Sharjah: Re:emerge (2013) e The Past, The Present, The Possible (2015); Trienal do New Museum: The Ungovernables (2012); 29ª Bienal de São Paulo: Há sempre um copo de mar para um homem navegar (2010).

 

Seu trabalho integra o acervo de diversas instituições nacionais e internacionais incluindo Instituto Inhotim (Brumadinho), Instituto Itaú Cultural (São Paulo), MAM (São Paulo), KADIST (São Francisco), MASP (São Paulo), Pinacoteca do Estado de São Paulo, MoMA (Nova York), Pinault Collection (Paris), The Royal Library of Denmark (Copenhague), SFMOMA (São Francisco), Tate Modern (Londres) e Vebhi Koç Foundation (Istambul).

 

Em 2022, Cinthia Marcelle realizará duas exposições individuais monográficas, no MACBA (Barcelona) e no MASP (São Paulo), as quais são acompanhadas do lançamento de duas publicações inéditas.