Autora de uma obra confessional e autobiográfica, Panmela Castro (Rio de Janeiro, 1981) explora diferentes linguagens, com predomínio de pintura, performance, fotografia e vídeo. Originalmente pichadora do subúrbio do Rio, Panmela Castro interessou- se pelo diálogo que seu corpo feminino marginalizado estabelecia com a urbe, dedicando-se a construir performances a partir de experiências pessoais, em busca de uma afetividade recíproca com o outro de experiência similar.

 

O cerne das inquietações da artista é descrito por ela como “alteridade e pertencimento: o trabalho é sempre sobre o amor, sobre a relação com o outro, é sobre a minha existência vivenciada a partir da existência do outro”.  Sua obra já foi exposta em museus ao redor do mundo, como o Stedelijk Museum em Amsterdã, e faz parte de importantes coleções. Recentemente, seu trabalho passou a integrar o acervo do Institute of Contemporary Art (ICA- Miami) e a Jorge M. Pérez Collection.

 

Sobrevivente de violência doméstica, Panmela desenvolve há quase 20 anos, projetos de arte, arte-educação e murais públicos de grafite para conscientizar sobre os direitos das mulheres, especialmente por meio da Rede NAMI. A organização,o fundada por ela, teve impacto direto na vida de mais de 10.000 mulheres, principalmente mulheres negras, no Brasil. O trabalho de Panmela promove mudanças estruturais na sociedade, trazendo o conhecimento por meio da arte e da comunicação para que meninas e mulheres saibam como lutar por seus direitos.