Desaprender: Galeria Luisa Strina

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NICOLÁS PARÍS desaprender
Descobriu entre alguns papéis o seguinte poema japonês: Meu talento é verde / minha prosa é pálida / a minha arte imatura. Como um trovão, sentiu algo semelhante à compreensão: o processo de aprendizagem e desaprendizagem é um e o mesmo. Através da experiência, da vida, aprendemos a abrir portas e janelas, andar por corredores. A arte e sua maior expressão, a vida (ou ao menos ele preferia pensar assim) é comunicação que com o tempo torna-se uma idéia coletiva. Isso pode ser bom ou mau, pois estamos pairando sobre valores subjetivos. O único valor objetivo (como alguma vez ouvira dizer, aquela frase que apropriou, embora desprezado qualquer coisa que soara a categórica) é a vida, e sua filha, a experiência. Sempre a percorreu (e ainda o faz) numa via (o rigor e a disciplina, que o tornam livre) e na contramão (como também deve ser, pensa). Aprender, desaprender e, em seguida, desaparecer: sempre lhe agrada pensar que este é o processo da arte e da vida. Portanto, ele lembra novamente: meu talento é verde / minha prosa pálida / a minha arte imatura….

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