Uma das maiores artistas brasileiras da segunda metade do século XX, Lygia Pape iniciou sua carreira em meados da década de 1950, como integrante do famoso Grupo Frente, precursor da abstração geométrica no Rio de Janeiro. Em 1959, ela se torna uma das principais articuladoras do movimento Neoconcreto, novamente no Rio de Janeiro, junto a artistas como Amilcar de Castro, Ferreira Gullar, Hélio Oiticica, Franz Weissmann e Lygia Clark. Desde o início, seu trabalho é caracterizado por um forte viés experimental, que a leva a trabalhar no cruzamento de várias linguagens e mídias, como gravura, pintura, desenho, cinema, poesia, dança e outras, criando obras que ainda são pontos de referência na história da arte brasileira, como a série impressa Tecelares; o Livro da Criação, o Livro do Tempo e o Livro da Arquitetura; Bailado Neoconcreto; o desempenho coletivo intitulado Divisor [Divider]; o trabalho participativo Roda dos Prazeres; e as grandes instalações chamadas Ttéias. Lygia Pape ainda tem uma participação destacada no Cinema Novo, para o qual desenha cartazes e cartazes cinematográficos.